Diagnóstico do Câncer Colorretal
Dez03

Diagnóstico do Câncer Colorretal

O rastreamento pode detectar o câncer colorretal precocemente, quando ainda a possibilidade de cura é grande. Isso ocorre porque alguns pólipos ou tumores podem ser encontrados e removidos antes de se transformarem em câncer. O rastreamento é o processo da detecção de câncer em pessoas sem qualquer sintoma, e pode ser dividido em dois grandes grupos: Exames que podem detectar a presença de pólipos – São exames que avaliam a estrutura do cólon para detectar as áreas anormais. Os pólipos podem ser retirados antes de se tornarem cancerígenos. Exames para detecção de câncer – Exame de fezes para detecção de sinais de câncer. Este exame é menos invasivo e mais fácil de ser feito, mas é menos específico para detecção de pólipos. Esses exames, assim como outros podem ser utilizados quando as pessoas têm sintomas do aparelho digestivo que podem ser de câncer colorretal ou outras doenças que podem acometer o intestino. Histórico Clínico e Exame Físico Durante a consulta o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico, bem como de possíveis sintomas, para avaliar se alguma alteração possa sugerir um câncer colorretal. Como parte do exame físico, o médico apalpará cuidadosamente seu abdome para sentir a presença de massas ou aumento de órgãos. Também pode ser realizado um exame de toque retal, para sentir todas as áreas anormais. Se durante o exame o médico suspeitar de algo provavelmente solicitará mais exames para poder completar o...

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Prós e Contras do Rastreamento
Dez03

Prós e Contras do Rastreamento

Exames Prós Contras Sigmoidoscopia Flexível Rápida e segura. Não necessita de preparo. Não requer sedação. Não requer um especialista. Realizado a cada 5 anos. Visualiza cerca de 1/3 do cólon. Pode perder pequenos pólipos. Não permite remoção de todos os pólipos. Pode causar algum desconforto. Pequeno risco de hemorragia ou infecção. Colonoscopia, se detectar algo anormal. Colonoscopia Visualiza todo o cólon. Permite biópsia e remoção de pólipos. Feito a cada 10 anos. Pode diagnosticar outras doenças. Pode perder pequenos pólipos. Necessário preparo completo. Mais caro que outros procedimentos. É necessário sedação. Precisa estar acompanhado. Você pode perder um dia de trabalho. Pequeno risco de hemorragia ou infecção. Enema opaco com duplo contraste Visualiza todo o cólon. Relativamente seguro. Feito a cada 5 anos. Não requer sedação. Pode perder pequenos pólipos. Necessário preparo completo. Pode resultar um falso positivo. Não permite remoção de pólipos. Colonoscopia, se detectar algo anormal. Colonoscopia virtual Rápida e segura. Visualiza todo o cólon. Feito a cada 5 anos. Não requer sedação. Pode perder pequenos pólipos. Necessário preparo completo. Pode resultar um falso positivo. Não permite remoção de pólipos. Colonoscopia, se detectar algo anormal. Exame de sangue oculto nas fezes Nenhum risco para o cólon. Não requer preparo intestinal. Amostra recolhida em casa. Barato Pode perder pólipos e cânceres. Pode resultar um falso positivo. Deve ser feito anualmente. Colonoscopia, se detectar algo anormal. Imunoquímico Fecal Nenhum risco para o cólon. Não requer preparo. Não requer restrição dietética. Amostra recolhida em casa. Razoavelmente barato. Pode perder pólipos e cânceres. Pode resultar um falso positivo. Deve ser feito anualmente. Colonoscopia, se detectar algo anormal. DNA das fezes Nenhum risco para o cólon. Não requer preparo. Nenhuma restrição dietética. Amostra recolhida em casa. Pode perder pólipos e cânceres. Pode resultar falso positivo. Mais caro que outros exames de fezes. Procedimento relativamente novo. Não é clara a periodicidade. Colonoscopia, se detectar algo anormal....

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Síntese das Recomendações para Diagnóstico do Câncer Colorretal
Dez03

Síntese das Recomendações para Diagnóstico do Câncer Colorretal

A prevenção do câncer colorretal deve ser uma das principais razões para a realização dos exames. Encontrar e remover pólipos pode evitar que algumas pessoas desenvolvam a doença. Começando aos 50 anos de idade, homens e mulheres com risco médio para o desenvolvimento de câncer colorretal devem fazer o seguinte rastreamento: Exames para detecção de pólipos e câncer: Sigmoidoscopia flexível, cada cinco anos. Colonoscopia, cada 10 anos. Enema opaco com duplo contraste, cada cinco anos. Colonoscopia virtual, cada cinco anos. Testes para detecção de câncer: Exame de sangue oculto nas fezes, anualmente. Imunoquímico fecal, anualmente. DNA das fezes, intervalo incerto. Em um exame de toque retal, o médico examina o reto com um dedo com luva lubrificada. O toque retal está incluído no exame físico rotineiro, mas, não é recomendado como único exame para detecção do câncer colorretal. Este exame simples, indolor, pode detectar massas no canal anal ou reto inferior. No entanto, não é um bom teste para detecção de câncer colorretal, devido ao alcance limitado. Se você pertence a um grupo de risco aumentado ou alto para câncer colorretal, você deve iniciar o rastreamento do câncer colorretal antes dos 50 anos. As condições abaixo definem as pessoas em risco médio: Histórico pessoal de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos. Histórico pessoal de doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa ou doença de Crohn). Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos. Histórico familiar conhecido de síndrome de câncer colorretal hereditário (polipose adenomatosa familiar) ou não hereditário de câncer de cólon (polipose)....

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Orientações para Pessoas Pertencentes a Grupos de Risco
Dez03

Orientações para Pessoas Pertencentes a Grupos de Risco

Risco aumentado – Paciente com história prévia de pólipos na colonoscopia Categoria de Risco Idade para começar Exames Recomendados Comentários Pessoas com pequenos pólipos hiperplásicos, retal A mesma para aqueles do grupo de risco médio (50 anos) Colonoscopia ou outras opções de rastreamento em intervalos regulares Pessoas com síndrome de polipose hiperplásica têm risco aumentado para câncer e pólipos adenomatosos, e devem ter acompanhamento intensivo. Pessoas com 1 ou 2 (<1cm) adenomas tubulares com displasia de baixo grau 5 a 10 anos antes da remoção de pólipos Colonoscopia Intervalo entre exames devem ser baseados em fatores, como resultados da colonoscopia prévia e histórico familiar. Pessoas com 3 – 10 adenomas, ou adenoma (>1cm), ou qualquer adenoma com displasia de alto grau 3 anos antes da remoção de pólipos Colonoscopia Adenomas devem ser completamente removidos. Se a colonoscopia é normal ou mostrar apenas 1 ou 2 adenomas. Pessoas com mais de 10 adenomas em um único exame 3 anos após remoção de pólipos Colonoscopia Deve ser considerada a possibilidade de síndrome genética. Pessoas com adenomas sésseis, removidos em pedaços 2 a 6 meses após remoção de adenoma Colonoscopia Se o adenoma foi removido, testes adicionais devem ficar a critério médico. Risco aumentado – Paciente com câncer colorretal Categoria de Risco Idade para começar Exames Recomendados Comentários Pessoas diagnosticadas com câncer de cólon ou de reto 3 a 6 meses após a pessoa não desenvolver câncer Colonoscopia para ver todo o cólon e retirar pólipos Se o tumor pressiona o cólon/reto e impede a colonoscopia, realizar a colonoscopia virtual Pessoas que tiveram câncer de cólon ou reto removido cirurgicamente 1 ano da cirurgia do câncer Colonoscopia Se normal, repetir a cada 5 anos. Intervalo entre os exames deve ser menor, se encontrados pólipos. Após ressecção, realizar exames a cada 3 a 6 meses, nos primeiros anos para procurar sinais de recidiva Risco aumentado – Paciente com histórico familiar Categoria de Risco Idade para começar Exames Recomendados Comentários Câncer colorretal ou pólipos adenomatosos em qualquer parente de 1º grau (<60anos) ou em 2 ou mais parentes de 1º grau, em qualquer idade 40 anos de idade, ou 10 anos antes do caso mais jovem da família Colonoscopia Cada 5 anos. Câncer colorretal ou pólipos adenomatosos em qualquer parente de 1º grau (>60anos) ou pelo menos em 2 parentes de 2º grau em qualquer idade 40 anos As mesmas opções para àqueles do grupo de risco médio O mesmo intervalo para as pessoas do grupo de risco médio Alto Risco Categoria de Risco Idade para começar Exames Recomendados Comentários Polipose adenomatosa familiar diagnosticada por teste genético 10 a 12 anos Sigmoidoscopia flexível anual...

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Exames para o Diagnóstico do Câncer Colorretal
Dez03

Exames para o Diagnóstico do Câncer Colorretal

Os exames realizados para o diagnóstico do câncer colorretal são: Exames de Sangue Os exames de sangue são solicitados para ajudar a determinar o diagnóstico de câncer colorretal ou para monitorar a doença. O hemograma pode determinar a presença de anemia em função de um sangramento prolongado do tumor. As enzimas hepáticas verificam a função hepática e determinam se a doença se disseminou para o fígado. Os marcadores tumorais, como o antígeno carcinoembrionário (CEA) e o CA19.9 são utilizados para monitorar o tratamento. Sigmoidoscopia flexível Nesse exame é utilizado o sigmoidoscópio, tubo flexível, de 60cm, com uma pequena câmera de vídeo na extremidade, que é introduzido pelo ânus até a parte inferior do cólon. O sigmoidoscópio permite a visualização do interior do reto e parte do cólon e a detecção (e eventualmente remoção) de qualquer anormalidade. Antes do exame – Deve ser feito um preparo para esvaziar o cólon e o reto, de modo a permitir uma melhor visualização do revestimento da região. Você será orientado a seguir uma dieta especial um dia antes do exame, além de fazer uso de laxantes para total esvaziamento do cólon. Alguns medicamentos de uso rotineiro talvez precisem ser suspensos no dia da realização do exame isto deve ser determinado somente pelo seu médico. Durante o exame – A sigmoidoscopia dura de 10 a 20 minutos. A maioria das pessoas não precisa ser sedada para esse exame. No entanto, a sedação, apesar de requerer um tempo para recuperação, bem como de um acompanhante, torna o exame menos desconfortável. Para a realização do exame você deitará de lado sobre uma mesa com os joelhos posicionados próximos ao peito. Antes da inserção do sigmoidoscópio é feito o toque retal. O sigmoidoscópio é lubrificado para facilitar sua inserção pelo ânus e reto. O sigmoidoscópio pode encostar na parede do cólon, provocando espasmos intestinais ou leves dores no baixo ventre. Para uma melhor visualização das paredes do cólon é inserido ar pelo cólon sigmoide. Durante o procedimento, você pode sentir pressão e leve cólica no abdome inferior. Para aliviar o desconforto e a vontade de evacuar, mantenha a respiração profunda e lenta pela boca. Após o exame, o ar é expelido e você se sentirá melhor. Se um pólipo for encontrado durante o exame, o mesmo será retirado, e em seguida enviado ao laboratório de patologia. Se um pólipo pré-canceroso (adenoma) ou câncer colorretal for detectado durante o exame, uma nova colonoscopia será realizada em data posterior, para detectar outros pólipos ou câncer no resto do cólon. Possíveis complicações e efeitos colaterais – Este exame pode ser desconfortável, em função do ar inserido no cólon, mas não é doloroso. Entretanto,...

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Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer Colorretal
Dez03

Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer Colorretal

Os exames de imagem que ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença, o que se denomina estadiamento do câncer colorretal, são: Tomografia Computadorizada A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiaçãoX para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de RaiosX ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia. Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso. Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer. Ultrassom Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo. A ultrassonografia abdominal pode ser usada para procurar tumores no fígado, vesícula biliar, pâncreas ou em outro lugar do abdome, mas não detectar tumores do cólon. Existem dois tipos especiais de exames de ultrassom que podem ser usados para avaliar o cólon e o reto: o ultrassom endorretal, que permite avaliar se a doença se disseminou para órgãos ou tecidos adjacentes, como os gânglios linfáticos, e o ultrassom intraoperatório, que é realizado durante a cirurgia, para detectar disseminação da doença para o fígado. Ressonância Magnética A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor de cólon, bem como a presença de metástases. Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência. Radiografia de Tórax O exame de RaiosX é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação. A radiografia de tórax é utilizada para detectar a presença de alguma imagem suspeita de tumor em algum dos pulmões, por exemplo, metástases. Tomografia por Emissão de Pósitrons A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma...

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