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Estadiamento do Câncer de Mama
Out24

Estadiamento do Câncer de Mama

O estadiamento do câncer é a descrição de quanto o câncer já se espalhou pelo corpo. A extensão do câncer de mama tem de ser avaliada em todos os casos, pois ajuda a determinar a melhor estratégia de tratamento. O estadiamento leva em consideração o tamanho do tumor na mama (abreviado como T), o comprometimento (ou não) de gânglios na axila, o número de gânglios comprometidos (abreviado como N), e a presença ou ausência de evidência de metástases ou doença à distância (abreviado como M). Para se determinar antes do início do tratamento o T, N e M, lançamos mão tanto do exame físico quanto dos exames radiológicos (Raios X de tórax, ultrassom de abdome, e em algumas situações: tomografia computorizada, cintilografia óssea, ressonância magnética das mamas). Quando o estadiamento é anterior à cirurgia, falamos em estadiamento clínico. Quando se leva em consideração os achados após a cirurgia, ou seja, o tamanho e número de linfonodos descritos pelo patologista no laudo, fala-se em estadiamento cirúrgico, que é, em última instância, o mais importante. O estadiamento cirúrgico geralmente é a melhor maneira de avaliar o prognóstico do paciente, mas não raras vezes, temos de propor um tratamento baseados no estadiamento clínico, com objetivo de diminuir o tamanho do tumor antes de proceder com uma cirurgia. A lista abaixo explica o estadiamento patológico: Estádio 0 – Tumor in situ (não invasivo). Estádio I – Tumor de até 2cm, sem comprometimento de linfonodos. Estádio IIA – Tumor de até 2 cm e até 3 linfonodos axilares ou tumor de até 5cm, sem comprometimento de linfonodos. Estádio IIB – Tumor de até 5cm, com comprometimento de até 3 linfonodos ou tumor maior que 5cm, sem comprometimento de linfonodos. Estádio IIIA – Tumor maior que 5cm, comprometimento de até 9 linfonodos. Estádio IIIB – Tumor invade parede do tórax ou pele, até 9 linfonodos. Estádio IIIC – Dez ou mais linfonodos comprometidos (qualquer tamanho de tumor). Estádio IV – Doença metastática presente. Imunohistoquímica Cada caso de câncer de mama diagnosticado deve ser caracterizado não só pelo estadiamento, mas também pela presença ou ausência de determinadas proteínas na superfície das células tumorais. A determinação quantitativa destas proteínas é feita, inicialmente, pela Imunohistoquímica. A imunohistoquímica irá caracterizar a presença de receptores de estrogênio e progesterona, a importância da presença destes receptores indica não só uma doença de evolução menos agressiva, mas também garante um alvo para a hormonioterapia, o que melhora bastante o prognóstico da doença. A imunohistoquímica também deve avaliar a presença de proteína denominada Her-2, e graduar a sua presença em zero, 1, 2 ou 3+. Tumores que apresentam 3+ podem ser alvejados com terapia anti-Her-2....

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Exames Adicionais para o Diagnóstico do Câncer de Mama
Out24

Exames Adicionais para o Diagnóstico do Câncer de Mama

Dependendo do histórico clínico da paciente e dos resultados do exame físico, alguns exames adicionais podem ser solicitados: Raios X O exame de RaiosX é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação. A radiografia de tórax é utilizada para detectar se o câncer de mama se disseminou para os pulmões. Cintilografia Óssea A cintilografia óssea é uma forma de diagnóstico por imagem que avalia funcionalmente os órgãos e não apenas sua morfologia. Para a realização do exame é administrado ao paciente uma injeção intravenosa do radiofármaco (tecnécio99m). A captação óssea nas imagens adquiridas após 3 horas da injeção é proporcional à atividade metabólica no osso, se devendo principalmente à adsorção do radiofármaco aos cristais de hidroxiapatita. A cintilografia pode detectar variações de até 5% no metabolismo ósseo, geralmente precedendo as alterações radiológicas, oferecendo alta sensibilidade e baixa dose de irradiação mesmo na varredura de todo o esqueleto. É indicada para tumores com grandes chances de metástase óssea e para pacientes com alterações bioquímicas sugestivas e metástases já instaladas. Tomografia Computadorizada A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagens que utiliza a radiaçãoX para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de RaiosX ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia. Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste de iodo. A administração intravenosa de iodo deve ser realizada quando se deseja observar mais claramente certos detalhes, tornando o diagnóstico mais preciso. Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) A tomografia por emissão de pósitron (PET) mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética. O exame PET é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta. Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. O radiofármaco mais utilizado é o18F, sendo a forma 18F-FDG (2-[F-18]flúor-2-deoxi-D-glicose) a mais utilizada,...

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Exames de Sangue para o Diagnóstico do Câncer de Mama
Out24

Exames de Sangue para o Diagnóstico do Câncer de Mama

Bioquímica Sanguínea Para um diagnóstico preciso é necessário a realização de exames no sangue como: hemograma completo, exames de coagulação, bioquímica sanguínea, eletrólitos, perfil hepático, hemossedimentação, proteína C reativa, colesterol e triglicerídeos, entre outros. Marcador Tumoral Os marcadores tumorais (ou marcadores biológicos) são macromoléculas presentes no tumor, no sangue ou em outros líquidos biológicos, cujo aparecimento e ou alteração em sua concentração, está relacionado com a gênese e o crescimento de células neoplásicas (câncer). Tais substâncias funcionam como indicadores da presença de câncer, e podem ser produzidas diretamente pelo tumor ou pelo organismo, em resposta à presença do tumor. Os marcadores tumorais, em sua maioria, são proteínas ou fragmentos de proteínas, incluindo antígenos de superfície celular, proteínas citoplasmáticas, enzimas e hormônios, que fornecem informações sobre o tumor e como ele poderá reagir aos diferentes tipos de tratamento. Os principais marcadores tumorais usualmente acompanhados são: CA 15.3 – É o marcador tumoral por excelência do câncer de mama, é o mais sensível e específico. Quando associado com outros marcadores, como CEA, por exemplo, é importante para a escolha do seguimento do tratamento. Na fase inicial, apenas 23% dos casos apresentam aumento. A elevação do CA 15.3 após o tratamento indica recorrência ou metástase antes do paciente apresentar evidências clínicas. CEA – O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é uma proteína normalmente encontrada em pequenas quantidades no sangue de pessoas saudáveis, mas ela se torna elevada em algumas pessoas que têm câncer. Por exemplo, um nível elevado de CEA tem sido achado em mais da metade das pessoas que têm câncer de cólon, pâncreas, estômago, pulmão ou mama. Muitas vezes, um aumento dos níveis de CEA pode sugerir que o tratamento atual não está funcionando. MCA – O Mucin-like carcinoma associated antigen (MCA) é uma glicoproteína utilizada como marcador tumoral para o câncer de mama. Tem boa correlação com o CA15.3, sendo útil na avaliação prognóstica e no controle terapêutico. CA 27,29 – Similarmente ao antígeno CA 15–3, o CA 27,29 é encontrado no sangue da maioria das pacientes de câncer de mama. Exames seriados de CA 27,29 podem auxiliar o médico a verificar se o tratamento está funcionando. Após o término do tratamento, auxiliam na detecção da recorrência da doença. CA 125 – A proteína CA125 é produzida por uma variedade de células, particularmente por células de câncer de ovário. É o marcador tumoral utilizado principalmente para o câncer de ovário, sendo também útil para o câncer de endométrio e endometriose. CA 19.9 – É um marcador tumoral do trato gastrointestinal, em câncer de pâncreas e trato biliar como primeira escolha e no colorretal como segunda escolha. O CA19.9 é um carboidrato de superfície celular, também conhecido como antígeno de Lewis. Catepsina D – A catepsina D...

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Avaliação do Tumor no Diagnóstico do Câncer de Mama
Out24

Avaliação do Tumor no Diagnóstico do Câncer de Mama

Anatomopatológico O objetivo do exame anatomopatológico é a obtenção do diagnóstico, por meio da análise das alterações teciduais presentes nas amostras de tecido, retiradas na biópsia ou na cirurgia. Na maioria das vezes, esse diagnóstico é definitivo, entretanto, em algumas situações, não é possível um diagnóstico conclusivo. As causas mais comuns são a falta de representatividade do material, por exemplo, quando a biópsia retira tecido das imediações e não da lesão principal, os aspectos morfológicos podem excluir alguns diagnósticos, mas não concluir, tornando-se fundamental a correlação clínica e com os exames de imagens para obtenção do diagnóstico. Características Tumorais A análise microscópica do tumor determina se é invasivo ou in situ, ductal ou lobular, o grau e se existe comprometimento linfonodal. As margens (bordas) do tumor também são avaliadas e determinadas sua distância do tumor. Receptores Hormonais (Estrogênio Progesterona) Os receptores hormonais ligam hormônios que exercem o seu efeito no núcleo da célula. Um dos efeitos do estrogênio é induzir a expressão da progesterona. A maioria dos carcinomas de mama é receptor de estrogênio e receptor de progesterona positivo. Apenas 5% dos tumores receptores de progesterona positivos são receptores de estrogênio negativos. O status dos receptores hormonais tem valor prognóstico no tempo livre de doença, tempo livre de metástases e sobrevida total. Além disso, a ablação do estrogênio tem impacto em um grupo de pacientes com câncer de mama e a resposta ao tratamento tem correlação com a expressão do receptor. HER2 HER2/neu é um tipo de proteína. Os tumores de mama que produzem o HER2/neu tendem a crescer rapidamente e se disseminar com mais frequência para outras partes do corpo. O status HER2 ajuda a determinar se certo tipo de droga como o trastuzumab ou o lapatinib, pode ajudar a tratar o câncer....

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Tipos de Biópsias para o Diagnóstico do Câncer de Mama
Out24

Tipos de Biópsias para o Diagnóstico do Câncer de Mama

Biópsia é a remoção de uma pequena quantidade de tecido para avaliação anatomopatológica da presença ou não de câncer. Os principais tipos de biópsias para diagnóstico do câncer de mama são: PAAF A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na remoção de uma amostra de células do tecido mamário alterado, para exame. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. Na PAAF é utilizada uma agulha de calibre de 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom. A coleta do material é realizada com movimentos de vai-e-vem da seringa. O procedimento descrito poderá ser repetido diversas vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de material, que posteriormente será colocado em lâminas. O material obtido é submetido à análise citológica. Um pequeno curativo será colocado sobre a região puncionada. Core Biopsy A biópsia de fragmento com agulha (BFA) ou core biopsy consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da PAAF, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom. O procedimento é realizado com anestesia local e geralmente se retiram vários fragmentos de alguns milímetros. Esse procedimento permite visualizar na tela do equipamento de imagem, em tempo real, a área a ser biopsiada, a agulha, e o seu trajeto até a região da alteração, além da quantidade de tecido que ainda deverá ser retirada. Após localização da área a ser biopsiada é feita assepsia da pele e, em seguida, o trajeto da agulha de biópsia será anestesiado. Posteriormente é feita uma pequena incisão na pele com bisturi, para facilitar a introdução da agulha de biópsia. Os fragmentos são obtidos por movimentos da agulha dentro da lesão, a cada incursão, a agulha será retirada e o fragmento colhido em um frasco. Esse procedimento é repetido várias vezes, até que se obtenha quantidade suficiente de tecido para análise. Ao término do procedimento será feita a compressão local, a fim de evitar sangramento da área biopsiada e será feita a aproximação das bordas da incisão com um curativo compressivo. Este procedimento não necessita internação, a paciente deve retornar no dia seguinte para trocar o curativo. Mamotomia A mamotomia consiste na retirada de fragmentos de tecido, utilizando uma agulha mais grossa, que acore biopsy que por sua vez está acoplada a um sistema a vácuo. A agulha tem corte rotatório conectado à cânula que permite a sucção do tecido mamário. O procedimento pode ser guiado por ultrassom ou mamografia. A grande vantagem dessa técnica dá-se pela melhor...

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Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer de Mama
Out24

Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer de Mama

Os principais exames utilizados ​​para o diagnóstico ou reestadiamento do câncer de mama são: Mamografia A realização de exames de mamografia por raiosX em mulheres é hoje uma prática comum para obter um diagnóstico precoce do câncer de mama. Este rastreamento consiste em exames mamográficos periódicos em mulheres assintomáticas, acima de 40 anos, para detectar câncer de mama em estádios iniciais, o que pode levar à redução da mortalidade por esta enfermidade. As alterações patológicas da mama que podem ser vistas na mamografia são: massas, calcificações, áreas com densidades assimétricas ou distorção de arquitetura, ductos proeminentes, espessamento da pele ou mamilo e retração deste último. Uma imagem mamográfica deve ter o contraste ideal entre as diferentes estruturas da mama e a melhor resolução, a fim de se perceber o menor sinal possível de lesão, para que o diagnóstico clínico possa ser muito assertivo ao se encontrar alguma anormalidade. Ultrassom A ultrassonografia da mama possibilita identificar lesões que não podem ser visualizadas na mamografia, quando a mama é densa, e também permite distinguir, por exemplo, se a lesão é sólida ou cística. Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens em tempo real de órgãos e tecidos do corpo. A ultrassonografia é muita utilizada para orientar punções, biópsias ou marcações pré-cirúrgicas de lesões não palpáveis. Ressonância Magnética A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética é utilizada como exame de imagem complementar no diagnóstico de nódulos e de densidades assimétricas na mama, junto à mamografia e à ultrassonografia. Este exame, além de permitir uma avaliação detalhada dos nódulos, sem a utilização de raiosX, também proporciona uma visão mais abrangente da região profunda do tecido mamário, ideal para o controle de próteses mamárias....

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