Perguntas para o Médico sobre o Câncer de Mama
Out24

Perguntas para o Médico sobre o Câncer de Mama

O diagnóstico do câncer cria muitas dúvidas e inseguranças. Anote sempre as suas e pergunte para seu médico. Algumas sugestões de perguntas a serem feitas: Qual é exatamente a minha doença? Qual é a extensão da minha doença? O que isto quer dizer? Quais são as opções de tratamento? Estas opções têm intuito curativo? Qual cirurgia está indicada (mastectomia, quadrantectomia)? Será necessária reconstrução? Como será feita? Quando será feita? Quais são os riscos da cirurgia? Quais as complicações? Será feita dissecção de linfonodo sentinela? Será feito esvaziamento axilar? Quais os riscos desses procediimentos? Quanto tempo após a cirurgia poderá ser iniciado o tratamento sistêmico? A cirurgia causa dor? Como será controlada? Quanto tempo após a cirurgia posso retornar ao trabalho? Poderei realizar atividades físicas? Vou precisar de fisioterapia após a cirurgia? O que é linfedema e quais os sinais e sintomas? Quais as consequências do linfedema após o tratamento? Quais os efeitos colaterais esperados para cada um dos tratamentos propostos? O que pode ser feito para minimizar os efeitos adversos? Quais os resultados obtidos com tratamentos como o que está sendo oferecido, em pacientes com casos semelhantes ao meu? Existem pesquisas com medicações ou procedimentos novos que poderiam me dar uma chance melhor de controle da doença? Poderei fazer a cirurgia de reconstrução da mama? Como é feita a cirurgia de reconstrução? No centro de tratamento terei assistência de nutricionista? Se surgirem metástases, como isso influenciará no tratamento? Preciso estar preocupada com a exposição ao sol? Você recomenda suplementos nutricionais ou alterações para a minha dieta? A minha vida sexual será normal depois do tratamento? Sou jovem e ainda quero ter filhos. O que poderá ser feito nesse sentido? Os tratamentos de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia podem afetar a fertilidade? Quanto tempo após o término do tratamento poderei engravidar? Aqui existe um departamento de apoio psicossocial? Quanto tempo após a cirurgia eu estou liberada para a fisioterapia? Você recomenda alguma leitura específica que me ajude a enfrentar todo o tratamento? Existe alguma legislação própria para pacientes portadores de câncer? Quais são os direitos que um paciente portador de câncer possui? É muito importante perguntar e esclarecer todas suas dúvidas, a informação é um direito seu!...

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Onde devo me tratar?
Out24

Onde devo me tratar?

Uma pergunta que deve ser respondida antes de proceder com qualquer tratamento é: Onde devo me tratar? O tratamento do câncer deve ser conduzido por profissionais e em centros com capacitação adequada. Um clínico geral não tem competência para prescrever quimioterápicos. Um cirurgião geral sem o devido treinamento também não tem habilidade para operar um caso de câncer de maneira adequada. Se a cirurgia for realizada em um hospital público (SUS), a paciente deve se informar quem é o médico responsável pelo seu caso. Não é aceitável que não haja um médico responsável, mesmo em se tratando de um hospital escola, onde eventualmente a paciente terá contato com diversos residentes e até alunos de graduação. Isto vale para cirurgia, radioterapia e tratamento sistêmico pela oncologia. Especificamente no caso de doença metastática, em que o tratamento sistêmico pode durar muitos anos, é extremamente importante que a paciente tenha um médico que conheça a sua história adequadamente, e com o qual a paciente tenha uma relação de confiança. Se a paciente tiver a opção de escolher onde quer ser tratada, deve procurar um profissional com experiência no tratamento do câncer e em quem confie ou um centro de excelência no tratamento do câncer, e que em princípio terá profissionais mais habilitados. No caso de radioterapia, a paciente deve atentar para o tipo de equipamento disponível, e discutir abertamente com o médico sobre a possibilidade de minimizar os efeitos colaterais, se for encaminhada para se tratar em algum centro com equipamento mais moderno. Dependendo da situação clínica, pode ser solicitado para a paciente participar de um estudo clínico. A pesquisa médica avança, justamente, comparando o tratamento tradicional, que pode (ou deve) ser oferecido em qualquer centro, com um tratamento inovador e potencialmente melhor. A paciente deve averiguar junto com seu médico se existe algum estudo disponível em sua cidade, e se assim for, discutir abertamente sobre a hipótese de participar deste estudo. Estudos clínicos estão disponíveis, geralmente, em grandes centros universitários ou hospitais privados de grande atendimento oncológico....

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Quem Procurar?
Out24

Quem Procurar?

Diversas situações podem fazer com que uma paciente se pergunte quem é o profissional que ela deve procurar. Segue abaixo algumas recomendações: Paciente que sente alguma alteração nova na mama Deve procurar o ginecologista que a conheça, ou um mastologista. Deve sempre levar consigo, para a consulta, as últimas mamografias. Esta consulta deve ocorrer dentro de, no máximo, uma a duas semanas, e de maneira alguma a paciente deve esperar pela próxima consulta de rotina. Mulher com parentes de primeiro grau com câncer de mama ou ovário antes dos 50 anos de idade, ou com história de homem com câncer de mama na família. Esta mulher deve conversar com seu ginecologista a respeito desta história familiar ou procurar um oncogeneticista. Na dependência de alguns fatores de história familiar, uma mulher pode ter uma recomendação para o rastreamento diferente à da população geral. Mulher que acaba de ser diagnosticada com câncer de mama Esta mulher deve procurar um mastologista, um cirurgião oncológico ou um oncologista clínico. Um destes profissionais estabelecerá a sequência adequada de tratamento, na dependência de características da paciente e da doença....

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Mutações Genéticas
Out24

Mutações Genéticas

Os genes BRCA1, no cromossomo 13, e o BRCA2, no cromossomo 17 estão comprovadamente relacionados ao câncer de mama. Ambos são supressores de multiplicação celular, isto é, contêm informações para sintetizar proteínas que bloqueiam a reprodução das células. Normalmente, as células vivem em equilíbrio porque existem os genes supressores e os promotores da multiplicação. Quando um gene supressor não funciona adequadamente, ocorre uma proliferação desordenada das células, que pode causar o aparecimento do câncer. As células humanas contêm duas cópias de cada gene, chamadas de alelos. Para que o câncer de mama apareça, as duas cópias do gene BRCA1 ou do BRCA2 devem apresentar mutação. Indivíduos com câncer de mama familiar herdam, em suas células, uma determinada mutação em um dos alelos do gene, de modo que todas as células de seu organismo passam a funcionar com apenas uma cópia do gene em questão. A predisposição ao câncer é conferida geneticamente pela herança de apenas um dos alelos alterados, uma vez que a mulher corre o risco de desenvolver a doença se a outra cópia sofrer mutação pela ação de fatores ambientais, como consumo de álcool, nicotina ou outras substâncias cancerígenas. Mutações nesses genes determinam nas mulheres um alto risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário. Nos homens, essas mutações respondem apenas por um ligeiro aumento nas chances de desenvolver outros cânceres, como de próstata e de intestino. No entanto, os homens podem transmitir a mutação para seus filhos. Apesar de não representar uma certeza de desenvolvimento da doença, a presença dessas mutações exige uma atenção especial para com a paciente, visando um diagnóstico precoce. Uma alternativa seria a participação em protocolosde pesquisa para prevenção do câncer.Também são possíveis outras intervenções mais agressivas, como a retirada dos ovários logo após a mulher ter filhos, ou a retirada das glândulas mamárias, com reconstrução posterior. . A indicação de pesquisa genética deve ser orientada através de uma minuciosa análise da história familiar, na qual são avaliadas as probabilidades de se tratar de uma doença hereditária. Na avaliação de uma família com alta incidência de câncer de mama, os resultados negativos não significam que o desenvolvimento da doença não esteja associado a uma predisposição genética. A idéia de que a existência de uma mutação no BRCA1 ou no BRCA2 define de maneira completa o risco de uma mulher ter câncer de mama, está longe de ser real. Sabe-se que existem várias condições além do risco genético para o aparecimento da doença....

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Câncer de Mama em Jovens
Out24

Câncer de Mama em Jovens

O número de casos de câncer de mama em mulheres jovens aparentemente está crescendo em todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de câncer de mama detectados precocemente. O início da puberdade marcado pelo desenvolvimento das mamas, quando associado a obesidade representa um fator de risco para o câncer de mama. Existe uma associação entre câncer de mama, idade precoce da menarca e maior índice de massa corporal e gordura corporal. Cuidados Essenciais Aparência e Forma de suas Mamas É importante que você conheça a aparência e a forma de sua mama para poder notar rapidamente qualquer alteração. Converse com o seu médico imediatamente, caso perceba alguma alteração. Conheça suas Mamas Examine suas mamas por meio de visualização e toque mensalmente. Se você menstrua faça o exame uma semana após o término do fluxo. Se você não tem mais menstruações marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste dia. O seu médico pode lhe ensinar como fazê-lo, o que observar e buscar. O principal objetivo é que você conheça as suas mamas. Exame Clínico das Mamas Seu médico irá examinar suas mamas e axilas com o objetivo de procurar alguma alteração. Conheça a História de sua Família Se existem casos de câncer na sua família, é muito provável que você deva fazer a mamografia com menos de 40 anos. Existem alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer e que são transmitidas de uma geração para outra....

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Sinais e Sintomas do Câncer de Mama
Out24

Sinais e Sintomas do Câncer de Mama

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico. A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos ingurgitadas (inchadas). Nas mulheres que já estão na menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês. Alterações devem ser relatadas ao seu médico, mesmo que elas tenham aparecido pouco tempo depois de uma mamografia ou de exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde. O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como: Nódulo único endurecido. Abaulamento de uma parte da mama. Inchaço (edema) da pele. Vermelhidão (eritema) na pele. Inversão do mamilo. Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas. Sensação de nódulo aumentado na axila. Espessamento ou retração da pele ou do mamilo. Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos. Inchaço do braço. Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo aumento dos gânglios na axila representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor. Mas como existe uma forma rara de câncer de mama que se manifesta como inflamação, estes achados devem ser relatados ao médico da mesma maneira, e a mulher deve passar por um exame clínico, obrigatoriamente. Quem procurar se você tiver sinais e sintomas suspeitos Se você tiver algum dos sinais ou sintomas descritos acima, a pessoa que você deve procurar imediatamente é o seu ginecologista ou mastologista. Quanto mais a mulher estiver familiarizada com a aparência, sensações, formas, consistência ou texturas de suas próprias mamas, mais rapidamente pode detectar qualquer alteração. É fundamental que o diagnóstico do câncer de mama seja feito o mais precocemente possível, aumentando assim as chances de cura, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação. É importante lembrar que muitas vezes, nos casos iniciais, os sintomas não estão presentes, por isso é imprescindível o exame físico realizado pelo médico, à ultrassonografia das mamas e a mamografia com periodicidade anual ou a critério médico, considerando a faixa etária e fatores de risco individuais....

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