Exames Pré-Operatórios
Out24

Exames Pré-Operatórios

Os exames pré-operatórios fornecem informações sobre o paciente a ser submetido à cirurgia, otimizando sua condição antes da realização do procedimento. A avaliação clínica pré-operatória compreende a anamnese, o exame físico e exames complementares como hemograma completo, coagulograma, glicemia, raios X de tórax e eletrocardiograma, de modo a ser definido o risco cirúrgico. Os procedimentos pré-operatórios incluem também os examesque permitem avaliar a presença de metástases, ressaltando que a ocorrência das mesmas está diretamente relacionada com o tamanho do tumor e suas características biológicas. Geralmente, são solicitados exames laboratoriais que avaliem as funções hepáticas e ósseas, como fosfatase alcalina, TGO, TGP, gama GT e desidrogenase láctica, e os marcadores tumorais, como o CA 15.3 e o CEA. Também podem ser solicitados exames de imagem como RaiosX de tórax, cintilografia óssea, ultrassom abdominal e, em alguns casos, pode-se incluir exames de imagem mais complexos como tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET. Esses exames também servem como parâmetro inicial para comparação com os futuros exames de controle....

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Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama
Out24

Tratamento Cirúrgico do Câncer de Mama

Existe, nos dias de hoje, um grande leque de opções de tratamento para o câncer de mama. Para cada tipo e estadiamento da doença são várias as opções. Esta variedade de modalidades de tratamento pode parecer confusa ao paciente, mas segue regras bastante claras que norteiam o tratamento de cada paciente. O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que há intenção curativa no tratamento, a cirurgia deve fazer parte. Em determinadas situações, dependendo do estadiamento da doença, está indicada a radioterapia, seja como complemento ao tratamento curativo cirúrgico, seja como parte de tratamento paliativo, para diminuir sintomas relacionados à doença. O tratamento sistêmico, constituído pelas modalidades de quimioterapia, hormonioterapia e terapia anti-Her2, pode ser indicado tanto como complemento ao tratamento cirúrgico curativo, (tratamento adjuvante), quanto como tratamento paliativo. Além destas modalidades de tratamento antitumoral, vale mencionar a estrita necessidade de uma orientação nutricional adequada, um acompanhamento psicológico dos pacientes antes e durante o tratamento, assistência odontológica especializada em alguns casos, assistência com reabilitação em outros casos. Mastectomia e Quadrantectomia A cirurgia é frequentemente a primeira modalidade do tratamento curativo, quando se trata de tumores relativamente pequenos. A cirurgia deve retirar o tumor com uma margem de segurança. Dependendo do tamanho da mama e do tamanho do tumor, isto pode requerer desde a mastectomia (ressecção completa da mama, geralmente seguida imediatamente ou tardiamente por uma cirurgia de reconstrução), até apenas a ressecção de um segmento ou setor da mama (quadrantectomia). Em função da importância da mama, preferivelmente deve-se, sempre que possível, preservar o órgão ao máximo, fazendo uma cirurgia conservadora. Esta preservação nunca deve ocorrer em detrimento da melhor chance de cura de uma paciente. Para permitir uma quadrantectomia, em algumas situações se começa pelo tratamento sistêmico pré-operatório (neoadjuvante). Este tratamento neoadjuvante visa a diminuir o tamanho do tumor. Assim, pode-se tornar possível proceder com a quadrantectomia ao invés da mastectomia. Linfonodo Sentinela Em função da possibilidade de disseminação do tumor para os gânglios da axila, costumava-se, além de operar a mama, fazer a ressecção dos gânglios da axila do mesmo lado. Acontece que a disseminação da doença para os gânglios segue um trajeto onde necessariamente há um primeiro gânglio pelo qual as células malignas devem passar. A identificação deste primeiro gânglio e sua análise pelo patologista, para avaliar se ele tem doença ou não, permite que, em estando este gânglio livre de doença, a paciente possa ser poupada da ressecção do restante dos gânglios da axila. Evitar esta ressecção é importante, pois poupa a mulher do risco de desenvolver linfedema (inchaço no...

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Biópsia do Linfonodo Sentinela
Out24

Biópsia do Linfonodo Sentinela

Um dos fatores mais importantes para o tratamento do câncer de mama é a presença ou ausência de metástase nos linfonodos. Na sua grande maioria, o câncer de mama se dissemina inicialmente para os linfonodos mais próximos. O estudo do linfonodo sentinela por meio da biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é uma técnica que permite um estadiamento linfonodal mais acurado e sem a morbidade de uma linfadenectomia total ou radical. A BLS é um procedimento que conserva a axila e que depende da colaboração e interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e dos patologistas. A linfadenectomia seletiva proporcionada pela BLS tem a vantagem de diminuir a morbidade sem comprometer a avaliação da paciente. A avaliação histológica abrangente de somente um ou de poucos linfonodos (linfonodo sentinela), melhora o estadiamento histopatológico da axila em pacientes com câncer de mama. Para o procedimento da BLS é injetado na mama da paciente um fármaco (por exemplo, Dextran 70) marcado com tecnécio99m, através de localização por estereotaxia (mamografia), ultrassom ou por apalpação. Cerca de 3 horas mais tarde, a paciente é levada até o serviço de medicina nuclear para fazer uma cintilografia das mamas. Essa imagem, fornecida pelo radiofármaco, é levada ao cirurgião para a visualização do linfonodo comprometido. A cirurgia realizada após 24 horas da injeção será acompanhada também por médicos da medicina nuclear, que com um detector de radiação especial localizam o primeiro linfonodo comprometido. Após a retirada do linfonodo, o mesmo é encaminhado para a equipe de patologia para congelamento e análise. A BLS é indicada para o caso de tumores pequenos, com axila clinicamente negativa, e tumores multifocais ou multicêntricos. Entretanto, é contraindicada para linfonodos axilares palpáveis, tumores maiores que 4 cm e cirurgia axilar prévia. A biópsia radioguiada do linfonodo sentinela em pacientes com câncer inicial tem se mostrado um tratamento muito efetivo para que não seja realizado esvaziamento axilar em pacientes com linfonodo sentinela negativo. Esse tratamento não altera os padrões vigentes quanto ao controle locorregional da doença, a recidiva do tumor e a sobrevida das pacientes. A atividade de radiofármaco introduzida na região é extremamente baixa, não acarretando dose absorvida de relevância nas mamas. O radionuclídeo utilizado possui toxicidade e meia-vida baixa, não acarretando qualquer problema à paciente e à equipe médica participante da operação....

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Reabilitação Funcional
Out24

Reabilitação Funcional

O período de recuperação de pacientes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.   A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e da rigidez nas costas e no pescoço.   Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão logo o médico autorize, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a cirurgia. Inicialmente, os exercícios são leves e podem ser feitos na cama. Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária. No hospital, no dia seguinte ao da cirurgia     Mantenha o braço 20 cm afastado do corpo e a mão, punho e cotovelo do lado operado apoiados sobre um travesseiro, de modo a ficarem mais altos que o ombro para evitar inchaço e diminuir a tensão.   Inicie movimentos suaves de dedos, punho, cotovelo e ombro assim que seu médico permitir. Faça 10 séries em cada articulação, 3 vezes ao dia. Se você fez a reconstrução, movimente tudo menos o ombro, faça também movimentos com pé e joelhos e eleve de vez em quando o quadril.   Respiração profunda   É necessário e saudável praticar respiração profunda para aumentar a movimentação do tórax, ajudar no relaxamento e na redução de tensões do corpo e mente: Deite-se de costas, respire normalmente 3 vezes. Respire profundamente enchendos os pulmões com o máximo de ar que puder. Segure o ar por alguns segundos e relaxe. Imagine suas tensões e preocupações saindo com o ar exalado. Repita 5 vezes. Respire 3 vezes normalmente para finalizar. No hospital Você pode permanecer de 2 a 5 dias internada, período em que pode ficar com as pernas flexionadas e elevadas no leito, conforme orientação médica. É importante não forçar o ombro do lado operado nos primeiros dias, mas cotovelos e mão podem ser movimentados normalmente. Para não sentir dores nas costas, dobre e estique as pernas sempre que puder. Você pode levantar e abaixar o quadril mantendo os joelhosflexionados de forma a aliviar a pressão nas costas na cama. Em casa Procure fazer exercícios somente com os braços, deixando o restante do corpo relaxado. Respire profundamente. Quando sentir algum desconforto, relaxe um pouco antes de continuar os movimentos. Se possível faça os exercícios diante de um espelho, pois assim você terá uma melhor visão de si mesma. Faça os exercícios duas vezes ao dia e aos poucos. Aumente o número de repetições, começando por 5 até chegar ao máximo de 15 vezes. Fique de pé,...

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Cirurgia Oncoplástica
Out24

Cirurgia Oncoplástica

O câncer de mama afeta um grande número de mulheres em todo o país e ainda, infelizmente, pela demora no diagnóstico e tratamento, ocasiona quase 20% das mortes entre as mulheres brasileiras. O aumento do número de casos em mulheres mais jovens está relacionado com a menarca precoce, obesidade, sedentarismo, estresse, retardo na gravidez e amamentação, além de fatores ambientais não identificados com exatidão. Os exames ginecológicos de rotina, o exame de visualização e toque das mamas, a ultrassonografia de mamas e a mamografia são os aliados disponíveis atualmente para a detecção e o desejado tratamento precoce da doença, fatores indispensáveis para uma maior chance de cura. O desenvolvimento e aprimoramento do tratamento oncológico associado à correção estética da agressão cirúrgica (cirurgia o­ncoplástica) representa uma das maiores conquistas no tratamento dessa doença. Os quimioterápicos, assim como as novas técnicas de cirurgia e de radioterapia, trouxeram novas esperanças para as mulheres na luta contra o câncer de mama. O tratamento moderno do câncer de mama envolve e integra equipes de várias especialidades da área da saúde. Nesses termos, a equipe propõe alternativas de tratamento capazes de respeitar os princípios oncológicos de máxima radicalidade possível na extirpação do câncer, associado ao tratamento sistêmico da doença, cujo objetivo é destruir células tumorais antes da sua implantação. Podemos afirmar, categoricamente, que o câncer de mama somente provoca a morte quando afeta órgãos vitais como, por exemplo, o cérebro, pulmão e fígado. O diagnóstico precoce e o tratamento sistêmico (quimioterapia) podem obter o controle da doença e permitem a escolha da melhor proposta de tratamento cirúrgico. As opções podem ser oferecidas pelo mastologista, obviamente amparado pelo oncologista, cirurgião plástico, e especialista responsável pelos tratamentos complementares, utilizando os profissionais atuantes em radioterapia, fisioterapia, nutrição e o indispensável apoio psicológico....

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Reconstrução Mamária
Out24

Reconstrução Mamária

A cirurgia da mama, seja ela uma quadrantectomia seja uma mastectomia, causa uma alteração significativa na mama, que na grande maioria dos casos pode e deve ser amenizada. A alteração da anatomia da mama tem implicações não só estéticas, mas psicológicas e funcionais óbvias. Pela Legislação, tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) como o Plano de Saúde são obrigados a realizar essa cirurgia. Neste contexto, exceto em casos em que a quadrantectomia é muito pequena em relação ao tamanho da mama, ou em casos em que a mulher manifesta não querer se submeter à reconstrução mamária, se faz necessária uma intervenção cirúrgica plástica. Este componente estético da cirurgia nunca deve comprometer o componente oncológico da cirurgia. De fato, frequentemente o profissional que faz o componente oncológico (mastologista, cirurgião oncológico) não é o mesmo que faz a parte plástica da cirurgia (cirurgião plástico). Em casos de mastectomia, é necessária uma reconstrução mamária, e frequentemente também é necessária uma abordagem na mama contralateral (mama saudável), para permitir que o resultado estético final seja o mais simétrico possível. A reconstrução mamária pode ser classificada quanto ao momento em que é realizada, imediata ou tardia em relação à cirurgia oncológica, e quanto ao tecido usado para corrigir o defeito decorrente da ressecção. Quando o defeito é corrigido com tecido, este pode ter origem na região toracolateral ou toracoabdominal, e pode lançar-se mão de musculatura reto abdominal ou músculo grande dorsal. Além disso, podem-se usar próteses de silicone, ou os chamados expansores, que têm por função esticar a pele que recobre a área da mastectomia, para que subsequentemente possa ser colocada uma prótese relativamente simétrica à mama saudável. Toda paciente deve conversar com o mastologista a respeito da reconstrução mamária, mesmo antes de proceder com qualquer cirurgia oncológica. Em alguns casos, pode ocorrer que uma cirurgia inicialmente planejada como quadrantectomia , acabe sendo convertida em mastectomia, devido aos achados intraoperatórios que determinam que isto seja oncologicamente necessário. Esta possibilidade deve ser discutida pela paciente com seu médico. Na maioria das vezes em que é feita uma mastectomia com reconstrução imediata, faz-se necessária, posteriormente, mais uma cirurgia para correções nesta mama reconstruída, ou na mama contra lateral....

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