Tratamentos do Câncer de Pele Não Melanoma
Dez06

Tratamentos do Câncer de Pele Não Melanoma

O tratamento do câncer de pele não melanoma depende do tamanho e localização do tumor, se está disseminado e do estado geral do paciente. Em muitos casos, uma equipe multidisciplinar, incluindo dermatologista, cirurgião e oncologista atuarão em conjunto para determinar o melhor tipo de tratamento. As opções de tratamento do câncer de pele não melanoma incluem: cirurgia, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Os cânceres em fase inicial podem ser tratados eficazmente apenas com a cirurgia, mas em estágios mais avançados muitas vezes requerem outros tratamentos simultaneamente. Os tratamentos descritos nestas seções são os utilizados para a queratose actínica, carcinoma de células escamosas, carcinoma de células basais e carcinoma de células de Merkel.  <–...

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Tratamento Cirúrgico do Câncer de Pele não Melanoma
Dez06

Tratamento Cirúrgico do Câncer de Pele não Melanoma

Existem diversos tipos de cirurgia para tratamento do carcinoma basocelular e de células escamosas. A escolha da técnica cirúrgica dependerá do tamanho do tumor, localização, e do tipo do câncer de pele. A maioria das cirurgias pode ser feita em consultórios médicos ou clínicas especializadas. Se o tumor tiver risco elevado de disseminação, a cirurgia pode ser seguida por outros tratamentos, como radioterapia ou quimioterapia. Excisão Simples Os tumores de pele não melanoma geralmente podem ser tratados com sucesso apenas com uma excisão simples, na qual o tumor é removido com uma pequena margem de tecido normal. A excisão simples é realizada com anestesia local e deixa uma pequena cicatriz. Curetagem e Eletrodissecação Este procedimento é utilizado para remover o tumor por raspagem com uma cureta, e em seguida, a área onde o tumor estava localizado é tratada com um eletrodo que emite uma corrente elétrica para destruir todas as células cancerosas remanescentes. A curetagem acompanhada da eletrodissecação é utilizada para o tratamento do câncer de pele de células basais e células escamosas. Cirurgia Micrográfica de Mohs É um procedimento delicado que exige prática e perícia do cirurgião, mais utilizado em centros especializados no tratamento oncológico. Nesta técnica o cirurgião remove uma camada da pele que pode ter sido invadida pelo câncer e mapeia sua localização. A amostra de tecido removida é imediatamente analisada por um patologista, e, se ainda existir células cancerosas, remove mais um pouco de tecido, que volta a ser analisada pelo patologista. O processo é demorado, mas permite o máximo controle histopatológico e preservação do tecido (pele) normal ao redor do tumor. Apesar de muito difundido na dermatologia, é de pouca aceitação pelos cirurgiões que preferem a excisão cirúrgica com mapeamento intraoperatório das margens de patologia por congelação. Cirurgia de Linfonodo Se os gânglios linfáticos próximos ao tumor estão crescendo, pode ser sinal de que o câncer atingiu esses linfonodos. Nesse caso, eles são removidos cirurgicamente e analisados por um patologista. Reconstrução Em casos em que o tumor é grande, pode ser necessário fazer um enxerto com um retalho de pele para ajudar na cicatrização e recuperar a aparência da região. <–...

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Outras Formas de Tratamento do Câncer de Pele não Melanoma
Dez06

Outras Formas de Tratamento do Câncer de Pele não Melanoma

Várias outras técnicas, que não utilizam bisturis, podem ser utilizadas para tratar o câncer de pele não melanoma que não se espalhou para os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Criocirurgia (Crioterapia) Consiste no uso de nitrogênio líquido que é aplicado no tumor para congelar e matar as células anormais. Após o tratamento, o local apresenta bolhas e forma uma casca, levando algumas semanas para cicatrizar. A área da pele pode ficar descolorida após a terapia. A criocirurgia é usada frequentemente no tratamento de lesões pré-cancerosas, como queratoses actínicas e no tratamento do carcinoma de células basais e de células escamosas. Terapia Fotodinâmica Este tratamento funciona por meio de uma reação fotoquímica, em que o laser atinge uma região da pele onde se encontra a lesão e é aplicado um corante específico. Essa combinação é absorvida pelas células cancerosas e pré-cancerosas, que as destrói seletivamente por meio de um processo de oxidação celular, preservando a pele normal. A terapia fotodinâmica pode ser utilizada para tratar queratoses actínicas múltiplas, mas, é principalmente usada no tratamento do câncer de pele não melanoma. Quimioterapia Tópica A quimioterapia usa medicamentos que destroem as células cancerosas. A quimioterapia tópica significa que um medicamento anticâncer é colocado diretamente sobre a pele, na forma de creme ou pomada, em vez de ser administrada por via oral ou injetada. O medicamento mais utilizado no tratamento tópico de cânceres da pele de células basais e escamosas é o 5-fluorouracilo (5-FU). Quando aplicado diretamente sobre a pele sob a forma de um creme, o 5-FU atinge as células cancerosas da superfície, mas não consegue atingir as células cancerosas mais profundas ou que se propagaram para outros órgãos. Por esta razão, o tratamento com 5-FU é, geralmente, usado apenas para lesões pré-cancerosas, como queratoses actínicas e alguns tipos de câncer de pele superficiais. Como só é aplicado à pele, o medicamento não causa os mesmos efeitos colaterais que podem ocorrer com a quimioterapia sistémica. Mas pode tornar a pele tratada vermelha e muito sensível por algumas semanas, o que pode ser bastante incômodo para algumas pessoas. O fluorouracil também aumenta a sensibilidade da pele à luz solar, por este motivo a área tratada deve ser protegida por algumas semanas, para prevenir as queimaduras solares. Um gel contendo o medicamento diclofenaco é às vezes utilizado para tratar queratoses actínicas. Este medicamento pertence aos antinflamatórios não esteroides não esteroides, grupo de analgésicos, como a ácido acetil salicílico e o ibuprofeno. Modificadores da Resposta do Sistema Imunológico Certos medicamentos podem aumentar a resposta do sistema imunológico contra o câncer, fazendo com que o tumor se contraia e desapareça. Imiquimod é um creme que pode ser...

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Quimioterapia Sistêmica do Câncer de Pele não Melanoma
Dez06

Quimioterapia Sistêmica do Câncer de Pele não Melanoma

Quimioterapia é o uso de drogas para matar as células cancerosas. A quimioterapia sistêmica é administrada via corrente sanguínea, tendo como alvo as células cancerosas do corpo. Em contraste com a quimioterapia tópica, a quimioterapia sistêmica pode atacar as células cancerosas que se espalharam para os gânglios linfáticos e outros órgãos. A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de repouso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas. A quimioterapia pode ser realizada com a administração de apenas um medicamento, ou uma combinação de alguns quimioterápicos. Um ou mais agentes quimioterápicos pode ser usado para tratar o carcinoma de pele de células escamosas ou células de Merkel que se espalhou para outros órgãos. Drogas quimioterápicas, como cisplatina, doxorubicina, 5-fluorouracilo (5-FU), topotecan, e etoposido são administradas via intravenosa, geralmente uma vez por semana. Estes medicamentos muitas vezes podem retardar a propagação da doença e aliviar alguns sintomas. Em alguns casos, eles podem provocar a diminuição do tumor de modo que outros tratamentos, como cirurgia ou radioterapia possam ser realizados. Possíveis Efeitos Colaterais As drogas quimioterápicas atacam as células que se dividem rapidamente, por isso são utilizadas no tratamento do câncer. Entretanto, outras células do corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca e dos intestinos, e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente, por isso são também susceptíveis de ser afetadas pela quimioterapia, levando a alguns efeitos colaterais. Os efeitos colaterais da quimioterapia dependem do paciente, dos quimioterápicos utilizados, da dose administrada e do tempo de tratamento, e incluem: Perda de cabelo. Inflamações na boca. Perda de apetite. Náuseas e vômitos. Diarreia. Infecções. Hematomas ou hemorragias. Fadiga. Os efeitos colaterais geralmente são de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento. Existem muitas vezes maneiras para reduzir estes efeitos colaterais, por exemplo, podem ser administrados medicamentos para ajudar a prevenir ou reduzir as náuseas e vómitos. Não hesite em discutir quaisquer questões sobre os efeitos colaterais com o seu médico. <–...

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Tratamento Radioterápico do Câncer de Pele não Melanoma
Dez06

Tratamento Radioterápico do Câncer de Pele não Melanoma

O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. Existem vários tipos de radiação, porém as mais utilizadas são as eletromagnéticas (RaiosX ou Raios gama) e os elétrons (disponíveis em aceleradores lineares de alta energia). Se o tumor é muito grande ou está localizado numa área da pele que torna a cirurgia difícil, a radioterapia pode ser usada como o tratamento primário. A radioterapia primária é frequentemente útil para pacientes idosos, que muitas vezes em função do estado de saúde em geral, podem não tolerar uma cirurgia. A radioterapia pode curar pequenos cânceres de pele não melanoma e pode retardar o crescimento de cânceres mais avançados. A radiação também é útil em combinação com outras terapias, particularmente no caso do carcinoma de células de Merkel. Em alguns casos, a radioterapia é indicada após a cirurgia como terapia adjuvante, com o objetivo de destruir possíveis células cancerosas remanescentes da cirurgia. Isso diminui o risco de uma recidiva. A radioterapia também pode ser realizada no tratamento do câncer de pele não melanoma que se espalhou para os nódulos linfáticos ou outros órgãos. Os efeitos colaterais da radioterapia dependem muito da região que é irradiada, podendo incluir irritação da pele, vermelhidão, perda de cabelo, fadiga, reações cutâneas, dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, alterações do paladar e boca seca. A maioria dos efeitos colaterais da radioterapia desaparece com o término do tratamento.  <–...

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Terapia Alvo no Tratamento do Câncer de Pele Não Melanoma
Dez06

Terapia Alvo no Tratamento do Câncer de Pele Não Melanoma

Nos últimos tempos, novas drogas direcionadas para partes específicas das células cancerosas têm se tornado uma opção de tratamento padrão para muitos pacientes com câncer. Estes medicamentos alvo funcionam de forma diferente dos quimioterápicos padrões e têm efeitos colaterais diferentes. O vismodegib é um medicamento alvo para o tratamento de alguns casos avançados ou recidivas do câncer de pele de células basais. É muito raro esse tipo de câncer atingir um estágio avançado, mas quando isso acontece o tratamento pode ser difícil. A maioria dos tumores de células basais tem alterações nos genes que fazem parte de uma sinalização celular denominada hedgehog. A via hedgehog é crucial para o desenvolvimento do embrião e do feto, além de ser importante em algumas células de adultos, mas pode ser hiperativa em cânceres de células basais. O vismodegib tem como alvo uma proteína desta via. Vismodegib é administrado por via oral, uma vez por dia. Em pacientes com metástases ou recidivas essa medicação reduziu o tamanho do tumor em cerca de um terço dos pacientes, embora ainda não esteja claro se aumenta a sobrevida. Os efeitos colaterais dessa medicação podem incluir espasmos musculares, dor nas articulações, perda de cabelo, fadiga, problemas com o paladar, falta de apetite, perda de peso, náuseas, vômitos, diarreia, constipação e interrupção temporária do ciclo menstrual. Esse medicamento não deve ser administrado em mulheres grávidas ou que estão tentando engravidar por afetar o desenvolvimento fetal. Não se sabe ainda se este medicamento poderia prejudicar o feto se for tomado por um parceiro masculino. Qualquer paciente que faça uso dessa medicação deve fazer controle de natalidade durante e após o tratamento. <–...

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