Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células
Dez06

Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

Para o diagnóstico de câncer de pulmão os médicos utilizam uma série de exames que ajudam também a verificar se a doença já está disseminada. Alguns exames permitem determinar quais tipos de tratamentos serão mais eficazes. Para a maioria dos tipos de câncer, a biópsia é a única maneira de fazer um diagnóstico definitivo de câncer. Histórico Clínico e Exame Físico Será perguntado durante a consulta seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas. Para definir o tipo de exame adequado para cada paciente o médico leva em conta fatores como: Tamanho, localização e tipo de lesão suspeita. Idade e condição clínica do paciente. Gravidade dos sintomas. Resultados de exame anteriores. Além de exame físico, podem ser realizados exames como: Citologia de Escarro – Se houver razão para suspeitar de câncer de pulmão, o médico colhe material da expectoração do paciente e envia para análise. O patologista que é o profissional especializado observa e poderá eventualmente encontrar células cancerígenas no muco. Toracocentese – Este procedimento é utilizado em casos de derrame pleural. É utilizada uma agulha estéril para retirar uma amostra do fluido anormal para exame de laboratório e diagnóstico da amostra. Exames de Sangue – Os exames de sangue não são usados para diagnosticar o câncer de pulmão, mas para se ter uma noção do estado geral de saúde do paciente. Os exames bioquímicos do sangue podem ajudar a detectar anormalidades pontuais em alguns órgãos, como fígado ou rins. Prova de Função Pulmonar – As provas de função pulmonar são muitas vezes feitas após o diagnóstico do câncer de pulmão para avaliar o funcionamento dos pulmões. Estes testes permitem que o médico decida se a cirurgia é (ou não) uma boa opção, e a quantidade de pulmão que pode ser removida com segurança. <–...

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Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células
Dez06

Exames de Imagem para o Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

Os exames de imagem que ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença, o que se denomina estadiamento do câncer de pulmão de não pequenas células, são: Radiografia de Tórax O exame de RaiosX é um procedimento de imagem para avaliar o corpo humano, que cria uma imagem das estruturas internas do corpo, utilizando uma pequena quantidade de radiação. A radiografia de tórax é utilizada para detectar a presença de alguma imagem suspeita de tumor em algum dos pulmões. Tomografia Computadorizada A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a radiaçãoX para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo emissor de RaiosX ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia. Este exame permite determinar o tamanho e a localização do tumor de pulmão, assim como a presença ou ausência de metástases nas glândulas suprarrenais, fígado, cérebro e outros órgãos que podem ser afetados pela disseminação do câncer de pulmão. Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso. Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer. Ressonância Magnética A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor de pulmão, bem como a presença de metástases. A ressonância magnética é imprecisa quando usada para registrar uma imagem das estruturas que estão em movimento, como os pulmões, que se movem com cada respiração. Por essa razão, a ressonância magnética é raramente utilizada para estudar os próprios pulmões. Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência. Tomografia por Emissão de Pósitrons A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O exame PET é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de pósitrons de meia-vida curta. Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por...

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Exames para Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células
Dez06

Exames para Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

Se o exame físico e os resultados dos exames de imagem sugerem um diagnóstico de câncer de pulmão, o médico solicitará a realização de outros exames, como: Broncoscopia É um procedimento invasivo que utiliza o broncoscópio, um tubo flexível, com uma pequena câmera na extremidade. O médico insere o broncoscópio pelas vias aéreas (nariz ou boca) do paciente até atingir a região onde se encontra a lesão suspeita de câncer. Ferramentas minúsculas no interior do broncoscópio são utilizadas para retirar amostras de fluído ou tecido para posterior análise. Durante a broncoscopia o paciente é sedado. Ultrassom Endobrônquico No ultrassom endobrônquico, o broncoscópio equipado com um transdutor de ultrassom em sua extremidade é inserido através da traqueia, sob anestesia local. O transdutor pode ser apontado em direções diferentes, o que permite avaliar os gânglios linfáticos e outras estruturas no mediastino. Se áreas suspeitas são visualizadas no ultrassom, uma agulha de biópsia é inserida através do broncoscópio para colher amostras de tecido, que são enviadas posteriormente para análise no laboratório de patologia. Ultrassonografia Endoscópica do Esôfago Esta técnica é semelhante ao ultrassom endobrônquico, exceto que é inserido um endoscópio pela garganta até o esôfago, sob anestesia local e sedação leve. Neste procedimento é possível visualizar se os gânglios linfáticos do tórax estão aumentados. Se forem detectados linfonodos aumentados é inserida uma agulha de biópsia para obter amostras destes tecidos, que serão enviadas para análise no laboratório de patologia. Mediastinoscopia e Mediastinotomia Estes procedimentos são realizados para retirar amostras da região do mediastino (área entre os pulmões). São feitos no centro cirúrgico sob anestesia geral. A principal diferença entre os métodos é a localização e o tamanho da incisão. Mediastinoscopia – Utiliza um instrumento tubular assim como a broncoscopia. O cirurgião examina e retira uma amostra dos gânglios linfáticos do mediastino, fazendo uma pequena incisão na parte superior do esterno. Este procedimento também exige anestesia geral e é realizado no centro cirúrgico. Mediastinotomia – Implica uma incisão ligeiramente maior, entre a segunda e terceira costela próxima a região da mama, permitindo que o cirurgião alcance os gânglios linfáticos que não podem ser alcançados por mediastinoscopia. Toracocentese Este procedimento é utilizado em casos de derrame pleural. É utilizada uma agulha estéril para retirar uma amostra do líquido para exame de laboratório. O derrame pleural também pode ser causado por outras condições, como insuficiência cardíaca ou infecções. Toracoscopia É uma técnica cirúrgica utilizada para a realização de biópsia de lesões pulmonares periféricas.Através de um pequeno corte na pele na parede torácica, o cirurgião insere um instrumento especial com uma pequena câmara de vídeo acoplada para auxiliar na observação e exame do interior do tórax. É um método menos...

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Biópsias para o Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células
Dez06

Biópsias para o Diagnóstico do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

A biópsia é a única maneira de fazer o diagnóstico definitivo de câncer de pulmão. Consiste na remoção de uma pequena quantidade de tecido para exame ao microscópio. A amostra removida durante a biópsia é analisada por um patologista, médico especializado na interpretação de exames laboratoriais e avaliação de células, tecidos e órgãos para diagnosticar a doença. Se células cancerosas estão presentes, o patologista determinará o tipo de câncer de pulmão a que corresponde. Os procedimentos mais comuns utilizados para obter o diagnóstico e estadiamento do câncer de pulmão são: Punção Aspirativa por Agulha Fina A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste na coleta de uma pequena amostra do tecido pulmonar, para exame anatomopatológico. No procedimento, o médico utiliza uma agulha muito fina, para aspirar algumas células do tumor, que são posteriormente enviadas para análise. A punção é um procedimento rápido, realizada com anestésico local, raramente causa grande desconforto, e não deixa cicatriz. O posicionamento da agulha é comumente guiado por tomografia computadorizada ou equipamento de raiosX com fluoroscopia. Uma complicação possível desta técnica é que o ar pode escapar do pulmão no local da incisão, para o espaço entre o pulmão e a parede torácica. Isto pode provocar que parte do pulmão colapse causando dificuldades na respiração. Esta complicação, denominada pneumotórax, pode ser resolvida espontaneamente, ou seja, sem qualquer tratamento. No entanto, por ser uma condição que oferece certo risco o pneumotórax deve ser tratado inserindo um pequeno dreno nesse espaço para retirar todo o ar que entrou durante o procedimento, o dreno permanecerá por 1 ou 2 dias, para o pulmão voltar a sua condição normal. A PAAF também pode ser realizada para retirar amostras dos linfonodos próximos à traquéia e brônquios. Isto pode ser feito durante a broncoscopia ou ultrassom endoscópico. Amostras de Biópsias e Exames de Laboratório  As amostras coletadas durante a biópsia ou outros exames de diagnóstico são enviadas ao laboratório, onde um patologista, após análises determina a existência (ou não) de doença, e em caso afirmativo, qual o tipo de câncer. Entretanto, outros exames podem ser necessários para classificar melhor o câncer e se a doença se disseminou para outros órgãos. É muito importante descobrir onde o câncer começou, porque dependendo do tipo de neoplasia o tratamento é diferente.´ Imunohistoquímica Neste exame as amostras são tratadas com proteínas especiais concebidas para unir-se apenas a uma substância específica encontrada em certas células cancerosas. Se o tumor do paciente contém essa substância, o anticorpo se juntará às células. O patologista é o encarregado de fazer o diagnóstico e emitir o laudo anatomopatológico. <–...

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Estadiamento do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células
Dez06

Estadiamento do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou, e se está afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o estágio do tumor ajuda na definição do tipo de tratamento e a prever o prognóstico do paciente. Em geral, o estágio baixo da doença está associado a um melhor prognóstico. No entanto, nenhum médico pode prever quanto tempo um paciente vai viver com o câncer de pulmão com base apenas no estágio da doença, porque o câncer de pulmão é diferente em cada pessoa e os tumores respondem de forma diferente ao tratamento. Sistema de Estadiamento TNM O sistema de estadiamento utilizado para o câncer de pulmão de não pequenas células é o sistema TNM da American Joint Committee on Cancer. O sistema TNM utiliza três critérios para avaliar o estágio do câncer: o próprio tumor, os linfonodos regionais ao redor do tumor, e se o tumor se espalhou para outras partes do corpo. TNM é abreviatura de tumor (T), linfonodo (N) e metástase (M): T – Indica o tamanho do tumor primário e se disseminou para outras áreas. N – Descreve se existe disseminação da doença para os linfonodos regionais ou se há evidência de metástases em trânsito. M – Indica se existe presença de metástase em outras partes do corpo. Tumor – Pelo sistema TNM, o T acompanhado de um número (0 a 4) é usado para descrever o tumor primário, particularmente o seu tamanho. Pode também ser atribuída uma letra minúscula “a” ou “b” com base na ulceração e taxa mitótica. Linfonodo – O N no sistema TNM representa os linfonodos regionais, e também é atribuído a ele um número (0 a 3), que indica se a doença disseminou para os gânglios linfáticos. Pode também ser atribuída uma letra minúscula “a”, “b”, ou “c”, conforme descrito abaixo. Metástase – O M no sistema TNM indica se a doença se espalhou para outras partes do corpo. Categorias T TX – O tumor primário não pode ser avaliado. T0 – Não há evidências do tumor primário. Tis – As células cancerosas estão apenas na camada superior que reveste as vias aéreas. Este estágio é denominado carcinoma in situ. T1 – O tumor não é maior do que 3 cm de diâmetro, não atingiu a pleura e não afeta os brônquios. T1a – Se o tumor tem até 2 cm de diâmetro. T1b – Se o tumor tem um tamanho ente 2-3 cm de diâmetro. T2 – O tumor tem um ou mais das seguintes características: Tamanho entre 3-7 cm de diâmetro. Envolve o brônquio principal, mas está a menos do que 2 cm da carina. Atinge a pleura. O tumor...

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