Telefone para contato:

(54) 98126-4699

Estudo comprova relação entre obesidade e câncer de mama
Jul02

Estudo comprova relação entre obesidade e câncer de mama

Mulheres obesas têm 2,57 mais chances de ter câncer de mama, principalmente após a menopausa e idade média de 56 anos. A constatação é dos responsáveis por uma pesquisa feita com 190 pacientes de Salvador entre 2012 e 2014. Elas foram separadas em dois grupos: o primeiro com 68 diagnosticadas com câncer de mama e no segundo 122 mulheres sem a doença. Ao comparar os dois grupos foi constatado que no primeiro havia mais casos de câncer (27,9%) do que no segundo (13,1%). Entre as obesas observou-se que 66,1% tinham câncer de mama e, entre as não obesas, 56,5%. A maioria das pacientes (70,8%) encontravam-se na menopausa. Um dos coordenadores do estudo, Cesar Augusto Machado, da Sociedade Brasileira de Mastologia explicou que o critério de obesidade foi o índice de massa corpórea. O índice maior que 27,5 quilos por metro quadrado é superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde. “A obesidade aumenta a doença cardiovascular por um estado inflamatório na mulher obesa e para o câncer de mama acreditamos que a linha seja parecida. Ou seja, o mesmo mecanismo que desencadeia as doenças cardiovasculares poderia desencadear o câncer de mama”, disse o pesquisador. Pesquisas feitas em outros países indicam a relação, mas estudar a mulher brasileira é fundamental para se chegar a resultados mais confiáveis, destacou ele. “Há variações importantes nos resultados [de país para país] e acabamos tratando mal nossas pacientes por falta de pesquisa no Brasil. Cesar Machado explicou a importância da pesquisa para aperfeiçoar a identificação do câncer de mama. Segundo ele, a foi comprovado que o índice de Gail – que avalia o risco de câncer de mama em uma mulher – não está adequado para a mulher brasileira. “A etnia tem um impacto no cálculo matemático. O índice como está calibrado não serve para a mulher brasileira. Esse cálculo precisa ser alterado”, afirmou. Procedimentos como a mastectomia profilática e o tratamento com hormônio são indicados com base no índice de Gail, cujo cálculo matemático baseia-se nos valores de etnia dos Estados Unidos. Fonte: EBC...

Leia Mais
Lutadora de boxe do RS rifa prêmios de luxo para tratar câncer raro
Jun29

Lutadora de boxe do RS rifa prêmios de luxo para tratar câncer raro

Giovana Cavalcanti precisa de R$ 250 mil para importar remédio dos EUA. Jovem de 25 anos criou campanha na internet para arrecadar o valor. É fora dos ringues que a lutadora de boxe Giovana Kreitchmann Cavalcanti, de 25 anos, trava sua maior batalha. Diagnosticada com um câncer raro em 2012, ela lançou uma campanha na internet para arrecadar dinheiro para um tratamento que pode significar a cura. Quatro doses de um remédio devem ser importadas dos Estados Unidos, no custo total de R$ 250 mil. Para alcançar o valor, a moradora de Porto Alegre e um grupo de amigas conseguiram prêmios de luxo para rifas que serão sorteadas em julho. Até agora, ela arrecadou R$ 186 mil com doações e uma “vaquinha” em um site. O montante oriundo das rifas ainda será contabilizado no próximo mês e pode deixar Giovana mais próxima da sua meta. O câncer é o Carcinoma Mioepitelial de Parótida, um tumor raro que se desenvolve nas glândulas salivares. Em Giovana a doença começou no pescoço e se espalhou por ossos, pulmão e cérebro, caracterizando metástase. A jovem não conseguiu os resultados esperados com a quimioterapia e radioterapia convencionais. Com isso, os médicos sugeriram o medicamento Nivolumab, que não é comercializado no Brasil. Cada dose custa pouco mais de R$ 20 mil, além dos custos para a importação. A página no Facebook “Gi – Nocauteando o Câncer” foi criada há cerca de uma semana e já tem 17 mil curtidas. Com a repercussão, Giovana conseguiu cerca de 40 prêmios para as rifas. Serão sorteados um anel e colar de ouro, um mês grátis de academia e de pilates, vouchers em lojas e jantares, entre tantos outros agrados para quem estiver disposto a ajudar. “Muita coisa foi aparecendo. Ainda bem, é o que eu preciso. Está fazendo sucesso, bombando. São pessoas iluminadas que estão me ajudando. Falta pouco. Se Deus quiser, vou conseguir”, comenta ela, emocionada com a repercussão da campanha. Dentro dos ringues Giovana teve de largar a sua grande paixão, o boxe, em outubro do ano passado. Sem fôlego para lutar e devido a recomendações médicas, ela precisou parar com o esporte. Mas garante que, no futuro, irá voltar. A rotina nos ringues começou cedo, aos 18 anos, quando também iniciou a faculdade de direito. Concluiu o curso, mas não chegou a exercer a profissão. Ia direto das aulas para a academia. Se pudesse, conta ela, treinaria manhã, tarde e noite. Considerada uma lutadora habilidosa, chegou a nutrir o sonho de virar boxeadora profissional e viver do esporte. E é justamente amparada nessa paixão que ela encontra inspiração para batalhar contra o câncer. Quer voltar a...

Leia Mais
Remédio contra impotência pode estar ligado a câncer de pele, diz estudo
Jun25

Remédio contra impotência pode estar ligado a câncer de pele, diz estudo

Remédios como Viagra, Levitra e Cialis podem aumentar risco de câncer. Quem fazia tratamento teve risco 21% maior de desenvolver melanoma. A ingestão de medicamentos para impotência, como o Viagra, pode estar associada a um risco aumentado de desenvolver melanoma, um câncer de pele agressivo, de acordo um estudo publicado nesta terça-feira (23). A pesquisa não estabelece, porém, uma relação direta de causa e efeito. A enzima denominada PDE5, que é o alvo dessas drogas contra a impotência, também desempenharia um papel no desenvolvimento de melanomas. Diante disso, os oncologistas questionam se as moléculas dos princípios ativos que compõem remédios como o Viagra – as quais neutralizam essa enzima para tratar a disfunção erétil – favorecem a formação de melanomas, explicam os pesquisadores. O estudo foi realizado com base em 20 mil casos médicos registrados na Suécia entre 2006 e 2012, principalmente entre homens brancos, e aparece publicado no “Journal of American Medical Association” (JAMA). Entre as cerca de 4.065 pessoas diagnosticadas com melanoma no intervalo da pesquisa, 435 (11%) tomavam Viagra ou algum medicamento equivalente, como Levitra, ou Cialis. Uma análise desses dados em comparação com um grupo de controle mostra um risco ligeiramente aumentado de melanoma, 21% a mais, entre os homens que ingeriam um desses três medicamentos. Embora o aumento do risco seja modesto, é considerado “estatisticamente significativo”. Estes medicamentos foram associados a alguns melanomas pouco avançados. Os pesquisadores também descobriram uma pequena correlação entre essas moléculas e um risco aumentado, 19% a mais, de carcinoma de células basais, um outro tipo de câncer de pele facilmente tratável que se desenvolve de forma diferente do melanoma. O risco de desenvolver esse tipo de câncer é similar entre os homens que tomaram um destes três medicamentos entre períodos curtos, ou longos. Para os autores desse estudo, o fato de não haver diferença no risco entre homens que tomaram esses medicamentos por um longo tempo e aqueles que ingeriram por um curto período levanta questões sobre a existência de um nexo de causalidade com o melanoma. A maioria dos homens que participaram da investigação e que tomavam Viagra (ou droga equivalente) tem um nível de educação mais elevado, assim como alta renda anual. Segundo os pesquisadores, tais fatores também estariam ligados a um risco aumentado de desenvolver este tipo de câncer. “Nossa pesquisa mostra que os homens que têm maior risco de desenvolver melanoma têm rendimentos elevados, os quais lhes permitem tirar mais férias em lugares onde são expostos ao sol e também podem pagar por esses medicamentos, que são muito caros”, explica o urologista Stacy Loeb, do Langone Medical Center, da Universidade de Nova York, principal autor...

Leia Mais
Câncer de mama: os homens também devem ficar atentos com essa doença
Jun24

Câncer de mama: os homens também devem ficar atentos com essa doença

Assim como nas mulheres, o principal sinal do câncer de mama nos homens é a presença de nódulo A cada 100 mulheres com câncer de mama, pelo menos um homem também é diagnosticado com a doença. Embora os tumores mamários se manifestem com menos frequência no sexo masculino, os sintomas não podem ser ignorados. O mastologista Carlos Frederico Lima, consultor médico da Fundação do Câncer, alerta: a faixa etária mais suscetível ao problema é a partir dos 50 anos. Assim como nas mulheres, o principal sinal do câncer de mama nos homens é a presença de nódulo, o que neles pode ser confundido com aumento do tecido glandular. “O tumor pode causar dor local e apresenta normalmente um crescimento progressivo. Inicialmente percebe-se que ele não se adere à musculatura da parede torácica, mas, em alguns casos, pode invadir essas estruturas”, explica Carlos Frederico Lima. Depois que a pessoa desconfia da existência de um nódulo, o diagnóstico normalmente é feito através de avaliação clínica e radiológica. A biópsia complementa o resultado dos exames. Apesar de correrem menos risco, os homens não podem deixar de se prevenir, já que hábitos saudáveis podem combater não só o câncer de mama, mas diversos tipos de tumores. “Da mesma forma que nas mulheres, é importante a realização de atividade física aeróbica de forma regular, a baixa ingestão de álcool, uma dieta bem equilibrada e balanceada. Nos casos em que haja uma forte história familiar, recomenda-se um acompanhamento médico com especialista”, aconselha o médico. Segundo Lima, histórias de câncer de mama na família conferem um forte caráter de transmissão hereditária, mas alguns artigos científicos também relacionam a doença com o alcoolismo. As opções de tratamento são exatamente as mesmas disponíveis para as mulheres: quimioterapia, radioterapia, cirurgia e tratamento hormonal. Fonte: Tribuna da...

Leia Mais
Droga vai usar defesa do corpo contra câncer
Jun05

Droga vai usar defesa do corpo contra câncer

São Paulo – Estudos apresentados na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), maior congresso de câncer do mundo, encerrado na terça-feira, 2, em Chicago, apontam avanços no uso de uma nova classe de remédios que estimulam o sistema imunológico a combater tumores, tratamento chamado de imunoterapia. Os resultados mais promissores foram os de medicamentos indicados para câncer de pulmão e de pele do tipo melanoma, o mais grave. Enquanto a químio e a radioterapia atuam matando diretamente as células tumorais (e outras células saudáveis por consequência), os imunoterápicos agem na estimulação do sistema imunológico para que ele próprio combata o câncer. “Quando há a ocorrência de um câncer, proteínas que ficam na superfície do tumor interagem com as proteínas das células de defesa, os linfócitos, impedindo que ele combata o câncer. Os imunoterápicos tiram esse freio dos linfócitos e permitem que eles passem a atuar a favor do paciente”, diz Daniel Herchenhorn, diretor científico do grupo de Oncologia D’Or. No caso do câncer de pulmão do tipo mais comum, o estudo feito com o imunoterápico Nivolumabe, após quimioterapia sem resposta, diminuiu em 27% o risco de morte do paciente. Comparado com o tratamento-padrão, apenas com químio, o porcentual de pacientes que continuaram vivos após um ano subiu de 39% para 50%. “É uma esperança para quem não respondeu à químio e em uma fase que não tínhamos muito o que fazer como alternativa”, diz Roger Miyake, diretor médico da Bristol-Myers Squibb no Brasil, laboratório que fez o estudo. O medicamento já é aprovado nos Estados Unidos e teve seu pedido de registro submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês de maio. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 27 mil novos casos de câncer de pulmão foram registrados no País em 2014. Altamente letal, esse tipo de tumor está associado ao tabagismo em 90% dos casos. Apenas um em cada dez pacientes com câncer de pulmão estão vivos após cinco anos da descoberta da doença. Pele No caso do melanoma, tipo agressivo de câncer de pele, a novidade apresentada no congresso americano foi um tratamento que associa dois imunoterápicos: o Nivolumabe, o mesmo testado contra o câncer de pulmão, com o Ipilimumabe, já aprovado no Brasil e também produzido pela Bristol. O uso conjunto das duas drogas diminuiu em 30% o tumor em quase 60% dos pacientes que participaram do estudo, mantendo a doença estável por um tempo médio de um ano. Efeitos Por não atacar células saudáveis do corpo como a quimioterapia e a radioterapia, a imunoterapia provoca efeitos colaterais diferentes. Não há queda de cabelos, por exemplo,...

Leia Mais
Tratamento revolucionário contra o câncer não tem previsão de chegar ao Brasil
Jun03

Tratamento revolucionário contra o câncer não tem previsão de chegar ao Brasil

A edição de 2015 do Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), que terminou nesta terça-feira (2) em Chicago, focou em um novo tratamento contra o câncer, considerado pelos especialistas como uma revolução na Medicina: a imunoterapia. A técnica já começou a ser utilizada nos Estados Unidos, deve ser brevemente autorizada na Europa, mas não tem previsão para começar a ser aplicada no Brasil. “O Brasil precisa amadurecer seu sistema regulatório”, avalia uma das maiores especialistas no assunto do país, Nise Yamaguchi, diretora de relações institucionais da Associação Brasileira das Mulheres Médicas (ABMM). Segundo ela, a demora na constatação dos resultados do tratamento é um dos motivos pelos quais há resistência para aprová-los no Brasil. “É preciso ter a compreensão de que alguns desses medicamentos vão demorar a mostrar diferenças na curva de sobrevida. Por isso, nos últimos anos, foram pouquíssimos os tratamentos autorizados contra câncer no Brasil, mesmo diante de tudo que está acontecendo no mundo inteiro”, lamenta a oncologista e imunologista dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em São Paulo. Tratamento custa caro Os medicamentos, já aprovados nos Estados Unidos, podem ser utilizados no Brasil porque a legislação brasileira permite a importação de remédios para uso individual. O alto custo do tratamento é outro motivo pelo qual as autoridades sanitárias brasileiras ainda estão resistentes à utilização da imunoterapia no Brasil. “Há um problema de custo, mas paga-se mais por um paciente que não recebe o tratamento adequado. Porque ele vai mais ao hospital, passa mais tempo internado, é submetido a mais operações, precisa mais de sangue, faz quimioterapia desnecessariamente. Então, no Brasil, essa conta tem que ser feita de uma maneira diferente. É preciso tentar diminuir o preço desse tratamento”, analisa. Nise Yamaguchi explica que alguns dos doentes analisados nas pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa eram brasileiros. Ela acompanhou o tratamento de alguns deles e avalia que os resultados são extraordinários. “O momento é de grande esperança para os pacientes, mas eles precisam ter acesso a esses medicamentos”, reitera a oncologista. Resultados eficazes A imunoterapia vem sendo desenvolvida há alguns anos, mas apenas recentemente começou a mostrar resultados eficazes, especialmente contra o câncer de pele e dos pulmões. O grande segredo da nova técnica foi a compreensão de que a célula maligna não é a única responsável pelo tumor. Em qualquer tipo de câncer, as células imunitárias, que defendem o organismo, entram em uma espécie de pausa. Os especialistas encontraram essas moléculas “paralisadas” e desenvolveram anticorpos capazes de “acordá-las”. O tratamento funciona tão bem que é capaz de limitar a progressão do tumor de forma eficaz e duradoura. EUA e França são pioneiros...

Leia Mais
Página 2 de 6412345...102030...Última »