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Psicologia

Marina Finco, atualmente Psicologa do Centro de Auxílio às Pessoas com Câncer.

O psicólogo atuante na área da psico-oncologia visa manter o bem-estar psicológico do beneficiário, identificando e compreendendo os fatores emocionais que intervêm na sua saúde. Outros objetivos do trabalho desse profissional são prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer e seus tratamentos, levar o beneficiário a compreender o significado da experiência do adoecer, possibilitando assim ressignificações desse processo.

          Sua prática é exercida em todas as etapas do tratamento, habilitando o beneficiário a confrontar-se com o diagnóstico e com as dificuldades dos tratamentos decorrentes, ajudando-o a desenvolverem estratégias adaptativas para enfrentar as situações estressantes.

          Num espaço de acolhimento e escuta o terapeuta deve sempre trabalhar com a realidade. Quanto mais informado o beneficiário estiver de sua doença, maior será a sua capacidade de enfrentar o adoecer e mais confiança terá na equipe. Beneficiários bem informados reagem melhor ao tratamento.

          Os temas que mais preocupam os beneficiários com câncer e que devem ser focos das intervenções psicoterápicas são: sensação de falta de controle sobre a própria existência, temor da solidão e da própria morte, sentimento de impotência e fracasso e temor dos efeitos adversos do tratamento oncológico.

          A atuação do psicólogo não se restringe ao beneficiário oncológico. É imprescindível incluir a família no atendimento, já que são personagens fundamentais no auxílio aos beneficiários para o enfrentamento da doença.

          Na medida em que tenha suporte, a família pode se tornar aliada permanente não só do beneficiário, como também da própria equipe de saúde. Com sua ajuda material e emocional, é considerada pelos beneficiários com câncer como sendo um apoio fundamental para darem continuidade ao tratamento.

          Atuando junto à família, o psicólogo deve buscar reforçar os vínculos afetivos entre família e beneficiário, facilitando um diálogo verdadeiro, capacitando-os a compartilhar experiências e emoções. A participação dos familiares nas decisões, junto ao beneficiário, constitui outro fator que deve ser estimulado pelo psicólogo.

          É importante mencionar que o psicólogo trabalha numa rede de contatos, ou seja, não trabalha sozinho e sim com a equipe de saúde. A interação entre todos os profissionais envolvidos no tratamento do câncer é fundamental para a conquista de um bom resultado, já que a atuação passa a ser global, envolvendo todos os aspectos implicados no adoecimento.