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Terapia Alvo no Tratamento do Câncer Colorretal

Terapia-alvo é um novo tipo de tratamento do câncer que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar as células cancerígenas com pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células.

Estes medicamentos alvo agem de forma diferente dos quimioterápicos padrões e são menos susceptíveis de afetar as células normais, de modo que os seus efeitos colaterais não são tão graves como os observados com os quimioterápicos padrões.

Bevacizumab

O Bevacizumab é uma droga produzida de um tipo de proteína do sistema imunológico chamado anticorpo monoclonal. Este anticorpo alvo age no fator de crescimento endotelial vascular, uma proteína que ajuda os tumores a formar novos vasos sanguíneos para obter nutrientes. Bevacizumab é mais frequentemente usado em conjunto com drogas quimioterápicas para o tratamento de câncer colorretal avançado.

Bevacizumab é administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez a cada 2 ou 3 semanas. Os efeitos colaterais raros podem incluir coágulos sanguíneos, hemorragia, problemas cardíacos e cicatrização lenta. Os efeitos colaterais mais comuns incluem pressão alta, cansaço, sangramento, contagem baixa de células brancas do sangue, dores de cabeça, feridas na boca, perda de apetite e diarreia.

Cetuximab

O cetuximab é um anticorpo monoclonal que ataca especificamente o receptor do fator de crescimento epidérmico, uma molécula que aparece frequentemente em quantidades elevadas na superfície das células cancerígenas ajudando-as a se desenvolver.

O cetuximab é utilizado em câncer colorretal metastático, tanto isoladamente, como em conjunto com o irinotecan. Cerca de 40% dos cânceres colorretais possuem mutações no gene KRAS, que tornam esta droga ineficaz, portanto, o cetuximab só deve ser usado em pacientes que não têm essa mutação.

O cetuximab é administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez por semana ou a cada duas semanas. Um efeito colateral raro, do cetuximab é uma reação alérgica durante a primeira infusão, o que poderia causar problemas com a respiração e a pressão arterial. Muitos pacientes podem desenvolver problemas de pele, como erupção cutânea na face e no peito, que em alguns casos, pode conduzir a infecções. Outros efeitos colaterais podem incluir cansaço, cefaleia, febre e diarreia.

Panitumumab

O panitumumab é outro anticorpo monoclonal que ataca as células de câncer colorretal, e assim como o cetuximab tem como alvo a proteína do fator de crescimento epidérmico.

Da mesma forma, que o cetuximab, este medicamento não é eficaz em 40% dos pacientes com câncer colorretal que têm mutações no gene KRAS, portanto, só deve ser usado em pacientes que não têm essa mutação.

Panitumumab é administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez a cada duas semanas. A maioria das pessoas pode desenvolver problemas de pele, como erupção cutânea durante o tratamento, o que em alguns casos, pode conduzir a infecções. Outros possíveis efeitos colaterais são fibrose pulmonar, reações alérgicas à droga, sensibilidade à luz solar, cansaço, diarreia e alterações em unhas das mãos e pés.

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CAPC

Autor: CAPC

O CAPC visa principalmente a assistência humanitária e social às pessoas com câncer e seus familiares em situação de vulnerabilidade.

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